domingo, 28 de outubro de 2012

O simpático vigarista



Neal Caffrey é um vigarista e falsificador brilhante. Peter Burke é um detective, não menos brilhante. Ao contrário do que se possa tentar adivinhar, White Collar não se centra na boa velha história do polícia e do ladrão, da fuga e da investigação. Fala antes da história de um ladrão que a certo ponto atravessa a fronteira para o lado dos bons da fita.
A história de ambos cruza-se quando Caffrey é apanhado pelo primeiro e único homem que o conseguiu, Peter Burke. A cumprir pena na prisão, Caffrey recebe uma visita da sua namorada, Kate Moreau, que termina nesse dia a relação de ambos. Ficando com a impressão que algo não está totalmente explicado, Caffrey opera uma brilhante fuga da prisão a apenas quatro meses do término da sua sentença para procurar Kate, mas acaba de novo preso pelo mesmo Peter Burke que o prendeu pela primeira vez. Desta vez, Caffrey propõe a Peter que lhe dê liberdade condicional em troca de ajuda nas suas investigações na divisão de crimes de colarinho branco do FBI. Hesitante, Peter acaba por ceder à possibilidade de poder contar com a inteligência e conhecimento do prodigioso vigarista.
Além de um grande golpista, dono de uma inteligência assinalável e de uma perícia manual de um cirurgião, Neal é um homem das artes: Connaisseur e apaixonado da pintura renascentista, da arte das antigas civilizações, de boa música e bons livros, especializou-se na falsificação de obras de arte, mas também dinheiro e títulos financeiros, para além de todos os pedaços de papel de alguma forma possam valer dinheiro. Apreciador da alta roda e do luxo, e de tudo o que isso envolve, Caffrey é um homem de boa aparência e sorriso fácil, algo que de alguma forma lhe vale a simpatia de toda a gente com quem se cruza. Toda a gente, excepto Burke.
Ambos acabam por formar uma dupla que resulta numa série apaixonante, viciante, capaz de oferecer uma história diferente em cada episódio e simultaneamente uma história de fundo que vai decorrendo em longo-prazo, por entre a subtileza da interpretação de Matt Bomer e a riqueza de conteúdo da personagem do intelectual Mozzie, fiel companheiro de crime e melhor amigo de Caffrey.
Apesar de a certo ponto cair um pouco em monotonia, White Collar é uma série que oferece uma boa trama, alguma acção e puzzling mental, e alguns sempre deslumbrantes grandes planos da cidade de Nova Iorque. É no global uma série com um argumento interessante, que vive despretensiosamente em torno da personagem de Caffrey e da forma como este vai tentando decidir de qual dos lados da lei será afinal o seu lugar.

6 comentários:

Diogo Afonso disse...

A primeira temporada é muito boa. Contudo acaba como dizes por se tornar monóton, acaba por girar tempo de mais sobre fugir-ser apanhado de novo e o assunto da namorada. Mas é uma das séries com mais classe que anda aí e das mais agradáveis de se ver, não só pelos planos de filmagem como pelas actuações das principais personagens.

delarocha disse...

Afinal de contas é mesmo esse o assunto da série, correcto? ;)

Diogo Afonso disse...

Sim. Mas uma série quando tem apenas uma ou duas linhas principais de assunto para seguir o caminho, tem que gerir bem as temporadas. Senão arrisca-se a acontecer como How I Met Your Mother, que pelo menos na minha opinião acaba por perder o interesse estar ali 8 temporadas a bater na tecla de saber quem é a mãe do Ted só para se ir enchendo bolsos... daí que se optarem em White Collar sempre pela mesma fórmula, recomendo que não façam mais do que 5/6 temporada.

MJ With Love disse...

Já tinha ouvido falar, mas não conhecia a história.
Achei interessante!

Joana disse...

Eu sou fan da serie. O Neal tira-me do sério! hehehehe... :P

Beijinhos

delarocha disse...

Até custa a acreditar que seja gay, não é?lol